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Um Top 10 de Jack Nicholson

André Barcinski

26/04/2017 05h59


Jack Nicholson acaba de fazer 80 anos. Aqui vai uma seleção de meus dez filmes prediletos do ator. Mande a sua…

Cada Um Vive Como Quer (Bob Rafelson, 1970)

Nicholson fez “Easy Rider” um ano antes, mas acho “Easy Rider” mais importante do que bom. O primeiro grande papel do ator no cinema, na minha opinião, é nesse filme de Rafelson, em que Nicholson faz um trabalhador de poço de petróleo que precisa voltar às suas origens abastadas (vinha de um família rica e era um pianista-prodígio) quando recebe a notícia de que o pai está morrendo.

A Última Missão (Hal Ashby, 1973)

É inacreditável que esse filme não seja mais conhecido e celebrado. Nicholson faz um oficial da Marinha que recebe a missão de escoltar um jovem marinheiro, vivido pelo excelente Randy Quaid, a uma prisão naval, onde vai cumprir uma pena longuíssima por um crime banal. Um dos melhores filmes de Ashby, que depois ficaria famoso por “Shampoo” (1975), “Amargo Regresso” (1978) e “Muito Além do Jardim” (1979)

Chinatown (Roman Polanski, 1974)

Clássico absoluto do “neo-noir”, é uma história detetivesca escrita por Robert Towne e dirigida com maestria por Roman Polanski. Faye Dunaway está sublime, mas é Jack Nicholson que comanda o filme, no papel do arrogante detetive J.J. Gittes.

Um Estranho no Ninho (Milos Forman, 1975)

Baseado no romance de Ken Kesey, grande figura da contracultura e um dos criadores dos “Acid Tests”, festas embaladas por LSD e que influenciaram todo o movimento hippie, conta a história de um criminoso (Nicholson) que é mandado para um hospital psiquiátrico e, literalmente, faz os loucos tomarem conta do hospício.

O Iluminado (Stanley Kubrick, 1980)

Stephen King abomina o filme, mas seus fãs adoram. Nicholson está apavorante no papel do pai de família que perde a cabeça num hotel vazio durante o inverno. A sequência em que ele destrói a porta a machadadas enquanto Shelley Duvall grita de pavor é uma das mais marcantes da carreira do ator. Seu “Here’s Johnny!” ficou pra história.

A Honra do Poderoso Prizzi (John Huston, 1985)

Outro sensacional “neo noir” e um dos melhores filmes de John Huston (1906-1987). Baseado num romance policial de Richard Condon, conta o caso amoroso envolvendo dois assassinos de aluguel da Máfia, vividos por Nicholson e Kathleen Turner. Engraçado, com diálogos afiadíssimos e personagens excêntricos, tem uma atuação inesquecível de Anjelica Huston.

Batman (Tim Burton, 1989)

Para muitos cinéfilos o papel mais marcante da carreira de Jack Nicholson é do Coringa em “Batman”. Se está longe de ser seu melhor filme ou o personagem mais desafiador, certamente foi o papel que o colocou no topo do ranking dos maiores astros hollywoodianos. Foi o papel mais rentável da história do cinema. Numa decisão espertíssima, Nicholson topou receber “só” seis milhões de dólares de cachê (seu cachê normal era de 10 milhões) e receber um percentual da bilheteria e merchandise deste filme e de todos os “Batman” subsequentes. Em 2015, calculava-se que o ator já havia recebido cerca de 100 milhões de dólares no total.

A Promessa (Sean Penn, 2001)

Outro filme extraordinário e praticamente desconhecido. Nicholson faz um detetive que está prestes a se aposentar quando se envolve na investigação do assassinato de uma menina. É um dos melhores filmes policiais que já vi e tem um dos melhores elencos: Robin Wright-Penn, Aaron Eckhart, Helen Mirren, Benicio Del Toro, Sam Shepard, Mickey Rourke, Harry Dean Stanton e Vanessa Redgrave.

As Confissões de Schmidt (Alexander Payne, 2002)

Outro excelente filme em que o personagem de Nicholson contempla a velhice. Nessa comédia triste, ele faz um corretor de seguros que tem dificuldades de se adaptar à vida de aposentado e decide “adotar”, por meio de envios de dinheiro, uma criança africana, a quem relata sua vida em cartas longas e confessionais.

Os Infiltrados (Martin Scorsese, 2006)

Nicholson está assustador no papel de Frank Costello, líder da máfia irlandesa em Boston. Seu personagem é baseado no criminoso James Bulger, figura lendária do submundo criminal norte-americano (e personagem do excelente documentário “Whitey”, disponível no Netflix).

Sobre o Autor

André Barcinski é jornalista, roteirista e diretor de TV. É crítico de cinema e música da “Folha de S. Paulo”. Escreveu seis livros, incluindo “Barulho” (1992), vencedor do prêmio Jabuti de melhor reportagem. Roteirizou a série de TV “Zé do Caixão” (2015), do canal Space, e dirigiu o documentário “Maldito” (2001), sobre o cineasta José Mojica Marins, vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Sundance (EUA). Atualmente dirige os programas “Eletrogordo” e “Nasi Noite Adentro”, do Canal Brasil.

Sobre o Blog

Música, cinema, livros, TV, e tudo que compõe o universo da cultura pop estará no blog, atualizado às segundas, quartas e sextas.

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