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De Hitchcock à Turma da Mônica: 5 clássicos que precisam ser proibidos já

André Barcinski

02/08/2018 05h59

Depois do caso da série "Insatiable", da Netflix, alvo de uma petição pedindo sua proibição antes mesmo de estrear (leia aqui), achei que era hora de alertar a turminha do linchamento virtual para obras antigas que também constituem grave ameaça à humanidade:

A Fantástica Fábrica de Chocolate
É um absurdo que esse filme seja exibido impunemente em "Sessões da Tarde" por aí, enquanto faz apologia a uma iguaria extremamente calórica. Por que não "A Fantástica Fábrica de Tofu Orgânico"?

Um Corpo Que Cai
Quando o assunto é gatilho emocional, o senhor Hitchcock é reincidente. Basta ver "Psicose", a deprimente história de um menino que sofreu na infância com a mãe superprotetora e depois virou um psicopata que usa peruca enquanto ataca pessoas indefesas. Em "O Corpo que Cai" as vítimas são os acrófobos, representados no personagem de um detetive (James Stewart) que é forçado a se aposentar por ter medo de altura. Triste.

Tragédia no Fundo do Mar

Essa música do grupo Originais do Samba constitui óbvia apologia à violência contra crustáceos e precisa ser proibida imediatamente.

Alf, o ETeimoso
Não basta o personagem ter passado pelo trauma de ver seu planeta, Melmac, destruído por explosões nucleares, mas ainda sofre a humilhação de ser chamado de "teimoso". Isso precisa parar.

A Turma da Mônica
O gibi faz piada com assuntos sérios: um personagem sofre de ablutofobia e não toma banho, outro tem dislalia e fala "elado", uma menina sofre de distúrbios alimentares e outra, além de sofrer bullying por causa do tamanho avantajado de sua arcada dentária, tem evidentes problemas de controle emocional e propensão à violência.

Por favor mandem sugestões de outros clássicos que precisam ser proibidos urgentemente. Obrigado.

O blog volta segunda, dia 6. Um ótimo fim de semana a todos.

Visite meu site: andrebarcinski.com.br

Sobre o autor

André Barcinski é jornalista, roteirista e diretor de TV. É crítico de cinema e música da “Folha de S. Paulo”. Escreveu seis livros, incluindo “Barulho” (1992), vencedor do prêmio Jabuti de melhor reportagem. Roteirizou a série de TV “Zé do Caixão” (2015), do canal Space, e dirigiu o documentário “Maldito” (2001), sobre o cineasta José Mojica Marins, vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Sundance (EUA). Atualmente dirige os programas “Eletrogordo” e “Nasi Noite Adentro”, do Canal Brasil.

Sobre o blog

Música, cinema, livros, TV, e tudo que compõe o universo da cultura pop estará no blog, atualizado às segundas, quartas e sextas.